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Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Hoje vamos conversar sobre o livro "Sobre os Ossos dos Mortos", escrito pela polonesa Olga Tokarczuk, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2018. Eu sempre falo que não gosto de ler livros "midiáticos" ou "hypdados" porque fico com receio de ser influenciada pela opinião de outras pessoas, comprei ele durante uma promoção da Editora Todavia. 

Decidi ler esse livro depois de assistir a resenha da Camila Navarro do canal "Viaggiando" que explica sobre os temas principais da história: veganismo e astrologia, como eu não tenho conhecimento nesses assuntos, assisti também as resenhas da Isa Vichi do "Lido Lendo" e Bárbara do "B de Barbarie". Vou deixar a sinopse da história mas, aviso que o livro fala sobre mortes de animais.  

Sinopse:
 Em uma remota região da Polônia, uma professora de inglês aposentada costuma se dedicar ao estudo da astrologia, à poesia de William Blake, à manutenção de casas para alugar e a sabotar armadilhas para impedir a caça de animais silvestres. Sua excentricidade é amplificada por sua preferência pela companhia dos animais aos humanos e pela crença na sabedoria advinda do estudo dos astros. Sobre os ossos dos mortos é também uma meditação sobre a fatla de respeito do homem pela natureza. Subversivo, macabro e discutindo temas como mundo natural e civilização, este livro parte de uma história de crime e investigação convencional para se converter numa espécie de suspense existencial. "Uma das grandes vozes humanistas da Europa", segundo o jornal The Guardian, Olga Tokarczuk oferece um romance instigante sobre temas como loucura, injustiça e direitos dos animais.|Editora:Todavia|Gênero: Literatura Polonesa, Ficção Contemporânea|Ano:2019|Páginas: 252|*Acervo pessoal|

Minha Opinião

Arrume a sua cama é um livro que possui uma escrita rápida, fluída e bem desenvolvida mas, ele também possui muita enrolação e um conteúdo superficial, ou seja, os temas abordados aqui não são aprofundados, não são usados dados científicos ou qualquer pesquisa, apenas, a opinião de um almirante do exército americano. Ele expressa sua opiniões através de dez lições motivacionais, baseando-se no seu treinamento de anos como integrante das forças especiais (SEAL), afirmando que, as pequenas atitudes que fazemos no nosso dia a dia, podem mudar nossa vida inteira, como mudou a dele.

Quando eu iniciei a leitura, estava realmente esperando "algo a mais", porque, me propus durante a quarentena a realizar leituras fora da minha zona de conforto, que me tragam algum ensinamento. Mas, logo nos primeiros capítulos percebi que o livro de"desenvolvimento pessoal" que eu procurava, estava mais para uma "autobiografia" não sinalizada e foi com esse pensamento que terminei a leitura. Para não deixar dúvidas, acredito que o livro funcione como autobiografia mas, não como lições de desenvolvimento pessoal ou auto-ajuda, porque, tudo gira em torno das vivências do autor.

Os capítulos possuem títulos sugestivos e bem intencionados, onde ele explica os motivos que tinha para seguir determinadas regras, durante o treinamento e como elas o ensinaram a ser melhor do que seus concorrentes. São eles:
Não quero com a minha opinião, desanimar vocês de lerem o livro ao contrário, espero que conheçam a história se tiverem oportunidade, algumas ideias do autor são muito interessantes mas, outros muito ilusórias e fora da realidade brasileira. Sabemos muito bem, que vários estudantes de escolas públicas, precisam parar de estudar para trabalhar e ajudar no sustento de casa, sendo impossível para eles seguirem muitas das recomendações do autor para ter sucesso na vida, por mais animados e motivados que ficamos ao final da história, percebemos que muitas situações não aconteceriam no Brasil.   

Fica aqui minha recomendação para lerem uma autobiografia interessante e animadora, onde o autor destaca todas as lutas e provações que passou durante seus trinta e sete anos de serviço militar. 
O que vocês acham de conversarmos sobre o livro nos comentários?
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Olá amores, tudo bem?
A coluna “Conhecendo Escritoras Negras” desse mês, está indicando a jornalista esportiva e autora negra Eliana Alves Cruz, nascida no Rio de Janeiro, em 1966. Graduou-se em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade em 1989. Fez pós-graduação em Comunicação Empresarial na Universidade Cândido Mendes. Trabalhou como gerente de imprensa da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e cobriu 15 campeonatos mundiais, seis Jogos Pan-Americanos e seis Jogos Olímpicos. Como escritora, possui quatro livros publicados, sendo que “Água de Barrela” ganhou o Prêmio Oliveira Silveira de romances da Fundação Cultural Palmares/MinC em 2015 e o seu livro “O crime do Cais do Valongo” foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2019. 
“Os livros geralmente não retratam pessoas como eu, então fiz meu próprio registro”, contou ao público. “Os poucos personagens negros que existem, ainda são estereotipados ou associados a tudo de ruim a que se pode comparar uma pessoa.”(Fala da autora para o site Palmares).
Conheci o trabalho da autora em janeiro de 2020, quando a booktuber Camila Navarro publicou uma resenha em vídeo sobre “Água de Barrela” (Editora Malê), o primeiro romance da autora, que demorou seis anos para ser publicado e envolveu muita pesquisa familiar e científica, confirmação de informações e conversas com a tia-avó que sofre de esquizofrenia, essas conversas mudaram o rumo da história desenvolvida pela autora, e tenho certeza que mudaram o seu modo de viver a vida. Como a história do livro acompanha a vida de uma família escravizada, temos pontos de vistas diferentes, particularidades sendo reveladas, mulheres fortes sendo apresentadas como ponto central da história, tudo isso, escrito de uma maneira envolvente e muito fluída, Eliana, utilizou de todos os recursos narrativos para prender os leitores até o final do livro.

OBRAS

   
 
Outro livro que está sendo muito indicado nos blogs literários e clubes de leituras negras, é o seu novo romance "Nada digo de ti, que em ti não veja" (Pallas Editora), uma história ambientada no ano de 1732 na cidade do Rio de Janeiro, um romance histórico que aborda temas polêmicos como a exposição do apartheid brasileiro, a transexualidade pouco falado em história de época, fake news, fanatismo religioso, entre outras questõs atuais, que sempre estiveram presentes na nossa sociedade mas, não eram comentadas abertamente como hoje.

Eu recomendo muito a leitura de livros escritos por autores nacionais, principalmente, autores negrxs, autores indígenas, autores da comunidade LGBTQIA+, autores independentes, enfim, autores nacionais que precisam da nossa ajuda para divulgar os seus livros e continuar escrevendo histórias incríveis sobre o nosso país.

Contatos com a autora:
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Olá meus pessoal, tudo bem?
Nossa, faz bastante tempo que não venho aqui conversar com vocês sobre as minhas leituras mas, como estou trabalhando em Home Office, tem ficado dificil para um pouquinho para escrever. Em 2019, comecei a participar de um projeto muito bacana, criado pela Camila Navarro "Projeto Volta ao Mundo em 198 Livros", coloquei uma data para começar mas, nenhuma para terminar. O objetivo é conhecer histórias sobre outros países, escrito por autores locais do lugar e que descreva um pouco da natureza local. 


Há muitos meses não escrevo nenhuma resenha referente ao projeto, mas, continuo engajada em conhecer novos países através da leitura e para novembro, escolhi a autobiografia escrita através de contos, do autor israelense Etgar Keret "Sete Anos Bons", uma leitura interessante e cansativa ao mesmo tempo.

Caso não conheça a história, estou deixando a sinopse resumida aqui!
Sinopse:
 Se um foguete pode cair sobre nós a qualquer momento, de que importa botar o lixo para fora? E os pássaros do jogo Angry Birds, lançados em velocidade máxima contra frágeis caixotes, não lembram um pouco terroristas raivosos? Com uma ironia peculiar, Etgar Keret relata neste livro sete anos de sua vida em Tel Aviv, combinando episódios da rotina privada com um olhar atento às tensões e aos conflitos da região. Em pequenos relatos autobiográficos, semelhantes aos contos que fizeram sua fama mundial, Keret narra o nascimento de seu filho, a história de sua irmã ultraortodoxa e seus onze filhos, a trajetória de seus pais para escapar do Holocausto, encontros com taxistas raivosos, noitadas literárias agitadas e a inusitada brincadeira em que se transforma o comportamento adotado durante uma ameaça de bomba.|Editora:Rocco|Páginas: 192| Ano: 2015| Gênero: Autobiografia, Literatura Israelense|*E-book Acervo Pessoal|Nota: ★★★

Resumo

Acredito que poucos leitores conheçam Etgar Keret, um escritor israelense, nascido em Ramat Gan, terceiro filho de um casal sobrevivente ao Holocausto. Em Sete Anos Bons, ele escreve um relato autobiográfico da sua vida durante os sete primeiros anos do seu filho Lev, como está acontecendo sua adaptação com o trabalho de escritor, vida familiar e uma guerra interminável que impacta a vida dos moradores.Posso resumir a vida familiar do autor em alguns pontos básicos e importantes para a história: seu filho Lev tem alguns traços de psicopatia que são identificados pelo autor mas, não pela sua esposa, o menino é cruel e gosta de maltratar e manipular outras pessoas, principalmente os amiguinhos da escola. 

Sua esposa vive fazendo dietas espirituais, yogas, regimes e outras coisas para encontrar o balanço da vida mas, para ele sua esposa é uma pessoa má e não concorda com ela em vários pontos.Ele tem uma amigo de infância muito esquisito que com vendas suspeitas de imóveis, ações e ganha dinheiro de uma maneira não revelada pelo autor mas, fiquei com uma suspeita de ilegalidades na maneira como o assunto foi abordado em toda a história. E durante os capítulos, ele conta a vida de cada um dos membros da sua família, a vida dos seus amigos mais intimos e sua própria durante as internacionais que precisa fazer a trabalho.
"No Oriente Médio, as pessoas sentem sua mortalidade mais do que em outros lugares do planeta, o que leva a maior parte da população a desenvolver tendências agressivas para com estranhos que tentam desperdiçar o pouco tempo que lhes resta na Terra". (Posição 130)
Conforme fui realizando a leitura, me acostumei com as diferenças existentes entre Israle e o Brasil, não consegui compreender como os moradores conseguem dormir, com uma guerra acontecendo ao seu lado. Mesmo assim, as melhores partes da história são aqueles onde o autor apresenta todo o contexto político/social de Israel e os sintomas de uma guerra (nem tão) silenciosa constante que vive circundando seu pequeno mundinho.

Minha Opinião


Etgar Keret conta a história da sua vida, através de contos curtos e rápidos de serem lidos mas, a narração em primeira pessoa sempre me deixa com dúvidas, se tudo que foi escrito é verdade ou ficção. Para mim, faltou fluídez nas narração dos relatos das viagens e como elas acontecem várias vezes durante a história, ficaram cansativas de serem lidas. Um ponto muito interessante nos contos, é a maneira como o autor coloca um tom hilário em alguns capítulos tensos da sua vida, transformando algo que realmente o afetou emocionalmente, em um evento engraçado. Na visão dele, todas as histórias precisam ser contadas para os filhos na posteridade sem assustá-lo e transformá-las em fábulas ou piadas são as melhores maneiras de fazer isso.

Recomendo muito a leitura, porque o autor vai nos mostrando como está a sua vida, da sua família e amigos enquanto vivem ao lado de uma guerra interminável. Ele sempre se posicionando a favor do fim da guerra mas, ao mesmo tempo é favor do filho Lev ir se alistar no exército quando tiver a idade correta, algo que gerou uma discussão familiar intensa. Parece que os filhos são criados para serem guerreiros, adorarem seu país e fazerem todo o possível para defendê-lo enquanto isso, a população precisa ficar em casa e esperar tranquilamente a vitória ou a derrota. 
"Meu pai sobreviveu ao Holocausto e chegou aos 83 anos. Este copo não está só pela metade, ele transborda. Não quero chorar. Não neste táxi. As lágrimas se acumulam e logo começam a escorrer. Repentinamente ouço um estrondo e barulho de janela quebrando. O mundo em volta de mim se faz em pedaços." (Posição 1.267) 
Como disse anteriormente, recomendo muito a leitura do livro e acredito que a história irá mudar o pensamento de vários leitores sobre: religião, guerra, família e até mesmo sobre a morte.
Espero que tenham gostado da resenha, deixem os seus comentários. 
Beijos e abraços💜
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