Olá pessoal, tudo bom? Hoje vou apresentar para vocês a entrevista que fiz com a autora Caty Coelho, que assim como eu é professora, minha parceria com ela começa em junho, mas, estava tão ansiosa para conhecê-la melhor que não consegui esperar para fazer a entrevista.
Biografia: Eu me chamo Catiuch Coelho, escrevo sob o pseudônimo de Caty Coelho, pois foi como fiquei conhecida entre os leitores desde 2013 quando comecei a divulgar o conteúdo que escrevia em uma plataforma de leitura chamada “Nyah Fanfic”. Em 2015 assinei um contrato de publicação com a Editora Angel e publiquei meu primeiro original: “Atrás da Máscara”. Também publiquei um conto em uma antologia com várias autoras na mesma Editora. Desde que firmei este contrato, tenho escrito e trabalhado em outras obras que costumam a serem postadas regularmente na plataforma de leitura Wattpad.
1 – Você é uma autora contemporânea e os seus livros abordam o romance e drama, quais as dificuldades que você percebe para entrar no mercado editorial e conseguir novos leitores?
R: As maiores dificuldades ainda são o preconceito contra a literatura nacional, a falta de apoio\incentivo de editoras brasileiras e o baixo retorno financeiro que, muitas vezes, não nos permite ter a escrita como única profissão. Contudo, essas são coisas que estão mudando gradativamente. Por exemplo, com a chegada da Amazon no Brasil, tornou-se possível que alguns autores vivam da publicação de suas obras. Com o aumento da procura de livros nacionais pelos leitores brasileiros, as editoras passaram a oferecer mais (e melhores) contratos de publicação. Ou seja, é um processo lento, mas que para a nossa sorte está ocorrendo.
2 – Atualmente você possui livros publicados e histórias no wattpad, além de uma legião de seguidores apaixonados pelo seu trabalho. Como você consegue conciliar sua vida familiar, trabalho, escrever e fãs? Tem algum segredo que possa nos contar?
R: Mesmo com um livro e um conto publicado, não era possível viver apenas da escrita. Portanto, escrever era apenas um hobby. Então eu costumava a escrever meus livros no meu tempo livre e só. Mesmo não levando a escrita como um trabalho, nessa época eu já possuía muitos leitores que se intitulavam minhas “fãs”. E era comum receber comentários na plataforma, mensagens no Facebook, no meu grupo ou no WhatsApp. Sempre tentei responder o máximo possível, principalmente quando eu estava no ensino médio e não tinha muitas responsabilidades. Meu passatempo era interagir com essas leitoras e isso tornava meus dias mais divertidos.
Estar presente e “próxima” das minhas leitoras começou a ficar mais difícil quando eu comecei a fazer faculdade. Na mesma época, eu tive problemas com o meio literário que me deixaram ausente por um tempo. Quando precisei pegar um trabalho temporário, eu tive que deixar à escrita completamente de lado. Era preciso escolher uma única coisa para se dedicar e como a escrita ainda era só um hobby, meu trabalho teve prioridade. Assim como quando estava realizando o estágio e também precisei deixar a escrita de lado. Ou seja, eu nunca parei de escrever e de me dedicar aos meus livros (e aos leitores), mas quando era necessário colocar outra coisa como prioridade, eu fazia. E eu amo o quanto as minhas leitoras são compreensivas quando se trata disso.Eu ainda mantenho contato frequente com muitas delas, principalmente através das redes sociais e do meu grupo no Facebook. É difícil responder uma por uma, mas eu tento pelo menos, interagir com todas no geral. Atualmente estou no meu último ano de curso, ainda tenho estágios para realizar e um TCC para elaborar, mas eu continuo escrevendo. Este ano planejo tornar a escrita meu trabalho e, pela primeira vez, os meus livros e os meus leitores serão as minhas prioridades. Estou muito empolgada com essa “nova etapa”! O único “segredo” que posso contar sobre isso é que quando você ama muito uma coisa, podem aparecer mil obstáculos no caminho e você ainda vai fazer dar certo. Eu sei que eu vou.
3 – Você jovem e muito bonita, já sofreu preconceito por ter esses atributos no meio literário?
R: Existe o preconceito contra a literatura nacional, contra o gênero romance e contra a mulher. Aí você é uma autora jovem, mulher, brasileira e que escreve romance. É inevitável que em um país tão preconceituoso você não se depare com pré-julgamentos. Então sim, já sofri preconceito. Às vezes eu respondo alguns deles, buscando fazer com que a pessoa entenda o erro que cometeu. Às vezes, nem as palavras podem contra tamanha ignorância.
4 – Você tem um IG no INSTAGRAM e trabalha em parceria com algumas páginas, o que essa inserção no mundo digital significou para o seu trabalho?
R: Posso descrever em uma única palavra: Ajuda! As redes sociais (e os meus parceiros) tornam possível divulgar o meu trabalho, aproximar o leitor do meu “eu real” (não apenas a escritora, como a pessoa) e também possibilita mais interação com os meus leitores (e fãs). Além, é claro, de aumentar a visibilidade do meu trabalho, tornando possível trazer novos leitores para a minha vida.
5 – Quais são as suas referências literárias e o que elas acrescentaram a sua escrita?
R: Essa é uma pergunta bem comum nas entrevistas e eu sempre tenho a mesma resposta. Não existe um único livro ou um único autor que seja uma referência para mim. Eu leio muito e, consequentemente, aprendo um pouquinho mais com cada história. Tudo o que eu leio agrega mais conhecimento sobre infinitos assuntos que acabam por acrescentar mais a minha escrita. Eu não poderia citar apenas um livro ou um autor que tenha marcado a minha vida, pois a verdade é que muitos livros e autores marcaram minha vida e continuam marcando. Enquanto eu continuar lendo e conhecendo novos leitores, terei centenas de referências literárias.
6 – Você fez cursos de escrita? Quais as dicas que você daria para os leitores que querem iniciar na vida de escritor?
R: Eu fiz um curso de escrita criativa na internet, mas já faz alguns anos. Aliás, existem vários cursos de escrita na internet. A maioria é pago, mas é possível encontrar alguns bons que não sejam. Além disso, hoje em dia, é comum encontrar escritores (as) que realizam cursos para autores iniciantes. Ou que oferecem dicas de escrita em blogs e canais no youtube (vale a pena conferir). Existe muitas dicas que são possíveis dar a escritores iniciantes por que o mundo literário é um lugar cheio de obstáculos. No entanto, eu acredito que a mais importante de todas seja você amar o mundo literário. Não apenas gostar, mas amar. Você tem que amar escrever, amar dedicar seu tempo a fazer isso, amar os seus leitores, amar interagir com eles, amar livros, amar ler. É comum encontrar pessoas que dizem que querem se tornar escritores, mas não gostam de ler, não gostam de receber criticas, não gostam de receber opiniões dos leitores, entre outros. Ou seja, minha primeira dica é e sempre vai ser que você tenha certeza sobre o que quer.
7 – Como você reage as críticas ao seu trabalho e de que forma influenciaram na continuação dos seus livros ?
R: Como eu reajo a críticas? Depende. Se elas forem positivas, eu dou pulinhos de alegria, sorrio como boba e fico muito motivada a continuar fazendo meu trabalho cada vez melhor. Se elas são negativas? Eu leio centenas de vezes à crítica. Fico algum tempo “vazia”, pensando em tudo o que eu poderia ter feito de diferente para não ter recebido aquela crítica, fico triste por alguns dias e depois levanto a cabeça e decido que na próxima eu quero tentar fazer melhor. A única coisa que eu não permito é que as críticas alterem o rumo dos meus livros. Eu escrevo aquilo que eu quero. Acho que os leitores têm direito a opinar até certo ponto, desde que isso não interfira na liberdade criativa do autor. Eu não mudaria algo no meu livro para agradar o leitor que fez uma crítica negativa. Até por que um autor precisa aceitar que ele nunca vai agradar a todos. É impossível.
R: Como eu reajo a críticas? Depende. Se elas forem positivas, eu dou pulinhos de alegria, sorrio como boba e fico muito motivada a continuar fazendo meu trabalho cada vez melhor. Se elas são negativas? Eu leio centenas de vezes à crítica. Fico algum tempo “vazia”, pensando em tudo o que eu poderia ter feito de diferente para não ter recebido aquela crítica, fico triste por alguns dias e depois levanto a cabeça e decido que na próxima eu quero tentar fazer melhor. A única coisa que eu não permito é que as críticas alterem o rumo dos meus livros. Eu escrevo aquilo que eu quero. Acho que os leitores têm direito a opinar até certo ponto, desde que isso não interfira na liberdade criativa do autor. Eu não mudaria algo no meu livro para agradar o leitor que fez uma crítica negativa. Até por que um autor precisa aceitar que ele nunca vai agradar a todos. É impossível.
8 – Tem algum gênero literário que pretende se aventurar? Qual, por que?
R: Eu já escrevi conto, romance, erotismo, fantasia, comédia, ação, drama, entre outros. Ou seja, eu adoro me aventurar em distintos subgêneros. Então, provavelmente, ainda vou me arriscar em vários outros. Tenho vontade de escrever um pouco de ficção cientifica e também um suspense\thriller. Eu sou bastante eclética não só com o que leio como também com o que escrevo.
9 – Quais são os seus próximos projetos literários ?
R: No momento, minha prioridade são os livros da Série Sociedade Escarlate. Ainda estou finalizando o segundo, portanto, há muito a ser escrito ainda. Também estou trabalhando na revisão de uma comédia romântica para ser publicada ainda este ano: “Outra vez casados”.
10 – O blog está com um projeto que incentiva a leitura e compra de livros nacionais. Indique para os nosso leitores cinco autores que você conhece.
R: Carina Rissi, Karol Blatt, Babi A. Sette, Nana Pauvolih, Elissande Tenebrarh. Pode ter um bônus? Camila Moreira. Não resisti, são muitos talentos nacionais!
Contatos com o autora:
Livros: Ebook|
Instagram: @_catycoelho_
E-mail: autoracatycoelho@hotmail.com
Beijos e Abraços❤








