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Olá pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.
Desejo que todos estejam com muita saúde, paz e alegria no coração neste final de ano e principalmente esperançosos para a chegada de 2021, eu estou! Hoje começo a encerrar os desafios que realizei (ou tentei realizar) durante o ano, nos próximos dias quero fazer os balanços de leituras, metas que foram cumpridas ou não, entre outras análises que sempre faço na minha vida pessoal e profissional.

Vou começar pelo desafio favorito do ano (Re)conhecendo o Brasil através da leitura - literatura negro-brasileira em 12 livros, mais conhecido como “Lendo Escritores Negros Brasileiros”, criado pela Camilla Dias, infelizmente, só conheci o trabalho dela em maio, o que prejudicou que eu acompanhasse todas as categorias. Ele se resume na leitura de doze livros, que seriam encaixados em doze categorias diferentes, com a regra de serem escritos por autores (homens ou mulheres) negros e brasileiros. Há três anos venho focando minhas leituras em livros escritos por mulheres, negros, nacionais contemporâneos e outras minorias que tem diversificado muito a minha maneira de pensar e ver o mundo.

1) Poesia: Tudo Nela Brilha e Queima
Realizei a leitura desse livro, porque descobri que a escritora Ryane Leão nasceu em Cuiabá, capital do estado onde eu moro Mato Grosso. foi a primeira vez que me vi representada em uma poesia, aquelas palavras me emocionaram muito e me fizeram lembrar de várias situações da minha juventude. Ryane tem o dom de falar com as mulheres negras, contando em versos curtos os temores da nossa alma. (Resenha)

2) Clássico: Quarto de Despejo
Esse livro na verdade é o diário da autora Carolina Maria de Jesus, que morou muitos anos na Favela do Canindé em São Paulo. Fiquei muito emocionada com a história da Carolina, com a maneira desumana dos governantes brasileiros tratarem os moradores de favelas naquela época e também agora, uma vez que a situação não mudou. (Resenha)

3) Contos ou Crônicas: Um Exu em Nova York
Eu conheci o trabalho da autora Cidinha da Silva, através do meu trabalho na Revista World Books Review, onde apresento aos leitores escritoras negras brasileiras. Cidinha tem uma escrita fluída e suas obras abordam temas como: cotidiano, política, crise ética, racismo religioso, perda generalizada de direitos (principalmente por parte das mulheres), negros e grupos LGBT, entre outros.


6) Escritores independentes: A Noite Cai
Descobri esse livro através de uma live de sprint do Geek Freak, onde a autora Camila Cerdeira estava participando e comentou sobre a liberação da história no Kindle Unlimited. Esse conto possui romance, aventuras e vários personagens do folclore brasileiro, sendo mostrados de maneiras interessantes e diferentes do que eu conhecia.

7) Teoria: Pequeno Manual Antirracista
Esse foi o ano que mais li e comprei livros teóricos sobre racismo, sexismo, machismo, feminismo negro e outros que pretendo ler ano que vem. O pequeno manual antirracista foi escrito pela Djamila Ribeiro, que está constantemente falando sobre racismo e outros temas nas redes sociais. (Resenha)

8) Infantil: Amoras
Eu gostei muito desse livro  do Emicida, não conhecia a escrita dele e só descobri por que  o e-book ficou gratuito na amazon. Uma história simples e necessária, meu desejo é que todas as crianças negras pudessem se sentir felizes com a sua vida, orgulho da sua cor e vivessem em um mundo sem racismo.

9) Premiado: Olhos D'agua
Última leitura do ano e com certeza entrará na minha lista de favoritos! Foi a minha primeira imersão nas histórias da Conceição Evaristo, pretendo comprar outros livros dela e continuar admirando o seu trabalho, ficaria mais feliz se ela ganhasse outros prêmios literários para alavancar ainda mais sua carreira.

10) LGBTQIA+: Pétala
Esse ano eu consegui sair da minha zona de conforto e ler histórias de gêneros totalmente diferentes, começando com os contos da Olívia Pillar que aborda de uma maniera simples e bonita um relacionamento lésbico, consegui me emocionar com a história das protagonistas. 

11) Biografia ou Memórias: Na Minha Pele
O ator Lázaro Ramos escreveu as suas memórias de uma maneira bonita e emocionante, com o objetivo de conscientizar os leitores sobre o racismo no Brasil. Eu fiquei muito feliz e imersa nessa história, porque ele indica muitos livros, filmes, músicas e conversa sobre a criação dos filhos em meio a uma sociedade preconceituosa, machista e racista. Com certeza, entrou na minha lista de melhores leituras.

Recomendo muito a leitura de todos esse livros e peço que conheçam o trabalho da Camilla Dias no instagram. Vamos conversar nos comentários.  
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Olá meus amores, como estão? 
Quero voltar a comentar os livros que estou lendo para o Desafio Lendo Escritores Negros Brasileiros, criado pela Camilla Dias, fiquei alguns meses enrolada para fazer as resenhas mas, continuo participando ativametne do projeto e vou comentar o livro da Categoria 01 - Poesia. Minha relação com as poesias é complicada, ainda na época da escola eu tentava compreender o que elas queriam dizer, e sempre sentia muita dificuldade, parecia que eu não estava assimilando o conteúdo. Com o passar dos anos fui abandonando esse gênero, retornando à ele somente esse ano quando iniciei a leitura de "Desenhos do Tempo" do autor Peter Rossi.

Não farei um resumo do conteúdo do livro mas, sim escreverei minhas experência enquanto realizada a leitura. Apesar de ter lido poesia esse ano, não leio com frequência e ainda sinto dificuldades com algumas poesias. O que chamou a minha atenção em Tudo Nela Brilha e Queima foi a facilidade que tive para compreender o que a Ryane escreveu, fui imaginando as situações, me emocionando e me vendo representada naquelas palavras. Percebi que a poesias escritas por uma mulher negra, para outras mulheres negras são muito diferentes porque mostram a NOSSA realidade nua e crua.
São 192 páginas que contém muitos amores, romances, encontros e desencontros, lutas e vitórias, relacionamentos abusivos, empoderamento e outros temas, relacionados as mulheres negras, por ser o lugar de fala da autora, que mostra a importância do feminismo a cada estrofe. Ryane Leão é uma mulher preta, lésbica que milita pelos direitos das mulheres, seus trabalhos incentivam as mulheres a falaram abertamente sobre todos os assuntos, somos oprimidas e precisamos unir nossas vozes e gritar por liberdade, liberdade de escolha e pensamento.

O livro está lindo e cheio de amor, a editora planeta fez um lindo trabalho nesta edição, com letras bem visíveis, espaçadas e desenhos que exprimem um pouco de cada estrofe, com certeza, merece ser guardado e relido várias vezes, emprestado para amigas, colegas, mulheres que precisam de um incentivo para se empoderarem e lutar. 
Ainda tenho muito que aprender com as poesias, pretendo comprar o segundo livro da Ryane para clarear ainda mais os meus pensamentos e emoções. Espero ter plantado no coração de vocês a vontade de conhecer a escrita crítica, sincera e determinada da autora, dando espaço para o seu trabalho nas suas redes sociais e nas estantes. 
Não deixem de comentar o que estão achando do BEDA.
Sobre a autora: é poeta, professora, cuiabana e atualmente mora em São Paulo. Publica seus escritos em lambe-lambe e na internet com o Projeto Onde Jazz Meu Coração, além disso, escreve em blogs autorais há mais de dez anos e recita seus poemas nos saraus e slams da cidade. Seu trabalho é pautado na resistência das mulheres e focado na luta e no fortalecimento pela arte e pela educação. Obras: "Tudo Nela Brilha e Queima" e "Jamais Peço Desculpas por me Derramar". Leia a entrevista que a autora deu para o site Revista Trip

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Olá queridos, tudo bem? 
Hoje venho conversar com vocês sobre um livro que eu li para o Projeto Lendo Escritores Negros Brasileiros, criado pela Camilla Dias (Saiba mais). Ele faz parte da Categoria  02 - Clássicos, foi a leitura mais impactante e emocionate até agora, porque mostra a realidade da vida dos pobres moradores das favelas de São Paulo. O diário foi organizado pelo jornalista Audálio Dantas, que decidiu deixá-lo com todos os erros ortográficos da autora, para ficar mais realista e pasmem esse livro foi traduzido para 14 idiomas diferentes.

Sinopse: Como o título diz esse livro é realmente um diário, escrito pela autora brasileira Carolina Maria de Jesus, ela passou boa parte da sua vida moradora da favela Canindé em São Paulo (desocupada em 1960), com seus três filhos João José, José Carlos e Vera Eunice, ela trabalhava dia e noite como catadora de papéis, latinhas, ferros, madeira, etc; tudo que pudesse vender para sustentar os filhos, às vezes a fome era tanta que precisa catar comidas que pudessem ser consumidas do lixo. Um dia apareceu na favela o jornalista Audálio Dantas, que descobriu os diários de Carolina enquanto fazia uma reportagem sobre a Favela do Canindé, sentiu-se emocionado com o trabalho e resolveu publicá-lo. O dinheiro não foi muito para tirá-la da pobreza mas, à ajudou comprar um terreno e viver dignamente com os seus filhos até o fim dos seus dias.|Editora:Ática|Gênero:Biografia, Não-Ficção|Ano: 2013|Páginas: 200|*Livro do meu acervo pessoal|

O livro na verdade, é o diário da autora negra Carolina Maria de Jesus, escrito durante os anos de 1955 à 1960, período em que ela e seus três filhos José Carlos, João José e Vera Eunice moraram na favela do Canindé em São Paulo.  Nesse diário é mostrado com detalhes o dia-a-dia dos moradores das favelas e mesmo que os fatos narrados, tenham acontecido há muitos anos, até hoje ainda existem favelas e catadores de lixo em São Paulo e muitos outros estado, tenho certeza que a situação deles continua a mesma. Carolina tinha uma rotina bem rigorosa, precisava segui la para conseguir papéis e outros objetos que catava no lixo: acordava cedinho por volta das quatro ou cinco horas da manhã, pegava água pra fazer café para as crianças (quando tinha pó e açúcar) e quando tinha dinheiro comprava pão, arrumava os dois meninos mais velhos e os mandava para a escola. Depois pegava sua filha Vera Eunice e ia trabalhar no centro de São Paulo até meio dia, o pouco dinheiro que conseguia era gosto com o filhos, em nenhum momento ela comprou um sapato, uma peça de roupa ou sabonete para ela, tudo que fazia era “para” e “pelo” bem dos  filhos. 

O trabalho era pesado, cansativo e desgastante mas, ela fazia sem reclamar porque sabia que os filhos não tinham culpa da situação em que viviam e precisavam comer. Ela fez algumas amizades verdadeiras como a dona dona Julita, que sempre dava um prato de comida para ela e quando podia dava também alimentos para alimentar seus filhos, pois sabia que não era sempre que a amiga comia decentemente. O maior prazer de Carolina era ver seus filhos comendo bem, sempre que podia comprava carne e fazia um almoço decente para eles, que ficavam muito felizes e elogiavam a mãe. Outra alegria que ela sentia era ver os filhos indo pra escola, aprendendo a ler e escrever com dignidade porque, apenas com educação poderiam conquistar uma vida melhor. Em várias entradas ela dizia que seu filho João gostava muito de ler gibis, fingindo ser um dos personagens e se distraindo da vida miserável em que viviam.



Era perceptível que as pessoas da época sentiam nojo dos favelados e tinham prazer em vê-los longe dos seus comércios, tratando eles muito mal e às vezes cobrando valores absurdos por algum produto/serviço. Em uma entrada muito revoltante do diário, após trabalhar até a exaustão Carolina conseguiu 197,00 cruzeiros, tinha em mente comprar comida para vários dias mas, quando chegou no barraco seu filho José Carlos estava com muita dor de dente e pediu para ela levá-lo ao dentista, chegando lá o dentista cobrou um valor exagerado para atender a criança, levando quase todo o dinheiro que ela tinha conseguido. Em outra entrada, ela conta que foi comprar carne e banha no açougue mas, a atendente disse que não tinha nenhum dos itens pedido mas, neste momento chegou um chinês pedindo os mesmos produtos e foi atendido cordialmente, a diferença nos atendimentos eram enormes e exagerados.

Mesmo em meio a tanta dor, tristeza, miséria e fome na favela ainda havia espaço para o amor, desde o início do diário ela conta sobre o amor que o sr. Manoel sente por ela, e do romance que os dois tinha, enquanto ele estava interessado em casar e construir uma família com ela, a mesma, não tinha essa ambição. Queria apenas cuidar dos filhos e retirá-los da miséria em que viviam. O que mais me revoltou durante a leitura foi a atitude dos favelados, todos estavam na mesma situação e vivendo os mesmo problemas todos os dias mas, eles faziam questão de serem ruins uns com os outros. Todos os dias aconteciam brigas na favela, uma mulher dava em cima do marido de outra mulher, ou um homem tentava matar outro homem da favela, e assim, nunca tinha um dia de paz naquele lugar. Em algumas passagens, a autora ainda conta sobre o ciúmes que a mulheres brancas da favela sentiam dela por saber ler e escrever, por não depender de homem e criar sozinha os filhos, muitas dessas mulheres faziam maldades com os filhos de Carolina, quando ela saia para trabalhar. A maldade humana não tem cor, status social ou religião.

Foi muito difícil para mim, concluir a leitura desse diário eu ficava pensando em todas essas situações e como posso ajudar as pessoas que ainda vivem dessa maneira. E é por essas e outras histórias que sempre falo para os meus alunos serem agradecidos por tudo que têm, porque existem no mundo pessoas que passam mais dificuldades do que eles. 

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Vamos conversar sobre o livro nos comentários? Deixe sua opinião, que vou amar respondê-la!
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No final de 2019, a bookstagrammer Camilla Dias Domingues lançou em seu instagram literário chamado @camillaeseuslivros, o desafio "Lendo Escritores Negros Brasileiros" com o objetivo de incentivar os leitores, a conhecer mais do nosso país através da literatura. O desafio é composto por doze categorias onde, o participante deverá escolher um livro escrito por autorxs negrxs brasileirxs para preenchê-la. Quem me acompanha deve saber que tenho focado nisso nos últimos anos, escolhendo livros escritos por autorxs negrxs mas, não apenas do Brasil.
A democracia racial brasileira (que não passa de um grande mito) nos coloca num lugar diferente dos outros países que tiveram a escravização de pessoas africanas como forma de exploração, foi por conta dessa especificidade que foquei o desafio somente na leitura de livros nacionais e não estender para literatura africana ou de outras diásporas negras. Temos muito que (re)conhecer no nosso país, temos que trabalhar arduamente para descolonizar nossas mentes e construir uma sociedade que tenha consciência negra e seja acima de tudo antirracista. (Camila Dias, 2019)
Abaixo estão listadas todas as categorias do desafio!

O desafio teve inicio em janeiro e fiquei pensando se fazia ou não esse post mas, como estou participando ativamente dele, resolvi não só apresentar o desafio completo da Camilla mas, também indicar algumas escritoras negras brasileiras muito talentosas, pra vocês, principalmente, porque o principal objetivo dele é conhecer mais escritos negros do nosso país através da literatura. 

BIANCA SANTANA
é uma escritora, jornalista e taróloga brasileira. É de sua autoria "Quando me descobri negra", um dos vencedores do Prêmio Jabuti em 2016, na categoria "Ilustração". Estudou jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, onde lecionou. É mestre em Educação pela Universidade de São Paulo. Obras: "Quando me descobri negra" e "Recursos Educacionais Abertos: Práticas Colaborativas e Políticas Públicas". Além disso, está escrevendo a biografia da ativista e filósofa Sueli Carneiro, que será lançado pela Companhia das Letras, leia a entrevsita completa da autora para o Site Brasil de Fato (aqui).

CRISTIANE SOBRAL é atriz, professora, escritora, poeta brasileira, dramaturga e ativista. Estudou teatro no SESC do Rio de Janeiro, em 1989. No ano seguinte mudou-se para Brasília, onde montou a peça "Acorda Brasil". Foi a primeira atriz negra graduada em Artes Cênicas e Interpretação Teatral pela Universidade de Brasilia. Obras: "Cadernos Negros", "Não Vou Mais Lavar os Pratos", "Terra Negra", entre outros. Em 2018 ela comemorou 20 anos do seu primeiro espetaculo profissional e fez uma entrevista para o Site Correio Braziliense (aqui). 

ELIZANDRA SOUZA
é poeta, escritora, jornalista e integrante do Sarau das Pretas. É ativista cultural há 18 anos com ênfase na difusão do jornalismo cultural da Periferia e da Literatura Negra Feminina. Além de ter vários contos publicados com outros escritores, tem seus poemas publicados em páginas na internet, também é integrante fundadora do Sarau das Pretas desde 2016. Obras: "Água de Cabaça", Co-autora do livro "Poesias Punga com Akins Kintê" e participação em várias antologias literárias. Esse ano lançou um novo livro de contos chamado "Filha do fogo - 12 contos de amor e fúria (saiba mais). 

JARID ARRAES
é escritora, cordelista e poeta brasileira, nascida em Juazeiro do Norte/CE, é curadora do selo Literário Feina, atualmente vive em São Paulo(SP), onde criou o Clube de Escrita para Mulheres. Ela já escreveu 60 cordéis, sempre dando protagonismo a personagens femininos e abordando temas pouco comuns na literatura de cordel. Autora convidada da FLIP deste ano, neste trecho, fala como todo livro, toda obra de arte, é um ato político, seja ele consciente ou não. Obras: "As Lendas de Dandara", "Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis", "Um Buraco com Meu Nome" e "Redemoinho em Dia Quente". Leia a entrevista que a autora participou para o Site Mulheres que Escrevem (aqui). 

NINA RIZZI
  é uma historiadora, editora, poeta e tradutora brasileira. Desenvolveu pesquisas em história, cultura e educação junto ao MST e promove o "Escreva como uma mulher". Tem poemas traduzidos para o espanhól, esloveno, inglês e participou de diversas antologias no Brasil, Moçambique, Angola, EUA, Suécia, Portugal e Espanha. Obras: "A Duração do Deserto", "Tambores pra N'Zinga", "Meu Crespo é de Rainha", "Minha Dança tem Histórias", "Sereia no Copo d'Água", entre outros. Conheça um dos poemas publicados no Site Mulheres que Escrevem (aqui). 

OLÍVIA PILAR é escritora, graduada em jornalismo pela PUC/MG e mestranda em Comunicação pela UFMG. A mineira atua como freelancer em gestão de mídias sociais e também oferece o serviço de leitura de sensibilidade. A autora começou a se arriscar na ficção através das fanfics e atualmente escreve seu primeiro romance chamado "Dois a Dois" na plataforma Wattpad. Obras: "Entre Estantes", "Tempo ao Tempo", "Formas Reais de amar", "Pétalas", entre outros. A autora possui um site onde podemos encontrar mais informações sobre o seu trabalho (aqui). 

RYANE LEÃO é poeta, professora, cuiabana e atualmente mora em São Paulo. Publica seus escritos em lambe-lambe e na internet com o Projeto Onde Jazz Meu Coração, além disso, escreve em blogs autorais há mais de dez anos e recita seus poemas nos saraus e slams da cidade. Seu trabalho é pautado na resistência das mulheres e focado na luta e no fortalecimento pela arte e pela educação. Obras: "Tudo Nela Brilha e Queima" e "Jamais Peço Desculpas por me Derramar". Leia a entrevista que a  autora deu para o site Revista Trip (aqui).
E aí pessoal, vocês conheciam alguma das autoras apresentadas? Me indiquem autoras negras brasileiras que vocês conheçam! 
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Olá meus amores, tudo bem? Espero que sim.
Hoje venho conversar com vocês sobre um livro nacional de não ficção que li essa semana, gostei muito da escrita da autora e acho importante falarmos sobre o assunto tema: Racismo. Esse post não é publi, apenas estou escrevendo a minha opinião sobre um assunto muito tabu na sociedade brasileira. Realizei a leitura dele para Projeto Lendo Escritores Negros Brasileiros, criado pela Camilla Dias que gerencia o instagram literário  chamado @camillaeseuslivros (Saiba Mais) Ele faz parte da Categoria 07 - Teóricos (questão étinico racial: racismo, antirracismo, escravidão, genocídio...)

O livro é composto por vários artigos escritos pela autora Djamila Ribeiro, como se fossem um compilado de recomendações ou até mesmo um manual para ser lido e relido várias vezes, e tenho a impressão que a cada leitura esse manual irá ampliar a visão leitor sobre o assunto, principalmente, porque vamos acumulando experiências entre as leituras e nos aprofundando no assunto central do livro que é: racismo estrutural. 


Minha Opinião

Os capítulos são curtos, rápido de serem lidos e explicativos quanto a posição política e social da autora, é impossível concluir a leitura e não ficar refletindo sobre tudo que foi exposto e proposto. Sendo dividido didaticamente em dez lições: "Informe-se sobre o racismo", "Enxergue a negritude", "Reconheça os privilégios da branquitude", "Perceba o racismo internalizado em você", "Apoie políticas educacionais afirmativas" , "Transforme seu ambiente de trabalho", "Leia autores negros", "Questione a cultura que você consome", "Conheça seus desejos e seus afetos", "Combata a violência racial" e "Sejamos todos Antirracistas".

Disseram-me que a população negra era passiva e que "aceitou" a escravidão sem resistência.Também me disseram que a princesa Isabel havia sido sua redentora. No entanto, essa era a história contada do ponto de vista dos vencedores, como diz Walter Benjamin. O que não me contaram é que o Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, em alagoas,perdurou por mais de um século, e que se organizaram vários levantes como a reforma da resistência à escravidão, como a Revolta dos Malês e a Revolta da Chibata. (posição 25 ou 4% do livro)
Os capítulos são curtos, rápido de serem lidos e explicativos quanto a posição política e social da autora, é impossível concluir a leitura e não ficar refletindo sobre tudo que foi exposto e proposto. Sendo dividido didaticamente em dez lições: "Informe-se sobre o racismo", "Enxergue a negritude", "Reconheça os privilégios da branquitude", "Perceba o racismo internalizado em você", "Apoie políticas educacionais afirmativas" , "Transforme seu ambiente de trabalho", "Leia autores negros", "Questione a cultura que você consome", "Conheça seus desejos e seus afetos", "Combata a violência racial" e "Sejamos todos Antirracistas".

Dê todas as lições, eu achei algumas mais importantes de serem comentadas neste trabalho do que outras, começando pelo primeiro capítulo chamado “Informe sobre o racismo”, é aquele em que seremos introduzidos no tema, onde serão explicados suas origens e os motivos que levaram a autora a escrever o livro e ainda utilizar artigos de amigos e colegas escritores, para explicar alguns temas. Ela começa afirmando, que todos nós precisamos nos informar sobre a sistema racista que impera no Brasil, mesmo que muitas pessoas influentes afirmam que ele não existe, somente nós pessoas negras sabemos pelas situações humilhantes que já passamos, durante nossos anos de vida. Existem muitas diferenças entre o sistema racista do Brasil e de outros países do mundo mas, não devemos compará-los ou dizer qual é o melhor ou pior, devemos apenas encontrar soluções para acabar com ele, não será fácil porque foram 318 anos de escravidão no Brasil.
O racismo é, portanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser paralisante.Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entanto, não devemos nos intimidar. A prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. (posição 65 ou 8% do livro)
A quarta lição chamada “Perceba o racismo internalizado em você”, me fez lembrar de várias situações que eu vivi na juventude e até depois de adulto. Nela a autora diz que o racismo é um movimento social, porque o racismo é uma atitude conjunta e não individual. Quando você afirma não ser uma pessoa racista, mas ri quando seu amigo ou seu colega de trabalho faz uma piada racista, você está sendo racista. Se você utiliza frases preconceituosas como: "mercado negro", "ovelha negra", "humor negro" ou "a coisa tá preta" no seu vocabulário diário, você está sendo racista. São esses pequenos detalhes diários que precisamos mudar e incentivar as pessoas ao nosso redor a mudarem também. Precisamos reconhecer o racismo como uma estrutura da nossa sociedade, e estamos inclusos nele, porque é impossível não ser racista vivendo em um sistema racista. 

Acredito que o objetivo da autora ao escrever esse manual tenha sido alcançado, porque ao término da leitura eu fiquei com as lições na cabeça e procurando caminhos, em meio as minhas reflexões para melhorar minhas atitudes.São apresentados também, os textos de alguns autores negros brasileiros que podem esclarecer seus pontos de vistas sobre o racismo estrutural, porque antirracismo é uma luta de todas e todos. Recomendo muito a leitura desse livro e aceito dicas de leituras com o mesmo tema.

Deixe nos comentários suas opiniões sobre o livro e se quiser me indique um livro que tenha gostado de ler essa semana! Beijos e abraços💜 
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