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Olá pessoal, tudo bem ? 
O ano de 2025 foi intenso e muito cansativo para mim, dividido entre trabalho, estudos e rotina doméstica, consegui realizar algumas leituras como forma de escape do mundo real. Infelizmente, não concluí tantos livros quanto em anos anteriores, mas cada leitura chegou até mim no momento certo e deixou suas marcas.

Minha principal meta para 2026 é retornar a ativa neste blog, e principalmente, conseguir alcançar as metas de leituras que eu me seleciono todos os anos, por aqui vou continuar tentando. Essas foram as cinco leituras que mais me tocaram em 2025 — por suas histórias, personagens, reflexões e pela forma como me atravessaram:

5º Lugar: Uma história de futebol


Uma história de futebol, de José Roberto Torero foi uma leitura que me levou direto de volta à infância, ao tempo em que eu buscava novas histórias nas prateleiras da biblioteca da Escola Estadual Milton da Costa Ferreira, na cidade de Jaciara/MT. Ler este livro foi um reencontro com memórias, afetos e com o prazer simples de descobrir narrativas que marcam a nossa formação leitora.

Sinopse: Zuza e Dico, nossos heróis, são dois meninos fanáticos por futebol. O que a gente vai descobrir é como uma amizade pode mudar nossas vidas - e como um menino do interior pode se tornar o maior jogador do mundo. Essa é a premissa do livro "Uma História de Futebol", de José Roberto Torero, que narra a paixão de Zuza e Dico, dois meninos do interior, pelo futebol, explorando como a amizade deles e o sonho de se tornarem craques moldam suas vidas e os levam a descobrir que o jogo da vida é maior que o campo, com desafios, aprendizados e a importância de valores como respeito e união.|Autor: José Roberto Torero|Gênero: Infanto-juvenil| Editora: Objetiva| Pág. 79|

4º Lugar: El niño que jugaba con las letras


El niño que jugaba con las letras, de Tânia Lima é uma história delicada, poética e cheia de encantamento, inspirada nas lindas poesias de Manoel de Barros. A leitura convida o leitor a brincar com as palavras, com a imaginação e com o olhar sensível para o mundo. Tive o prazer de conhecer a escritora Tânia Lima no SemiEdu 2025 e de ver de perto a versão dessa história que ela mesma bordou — um trabalho artesanal belíssimo, que transforma a literatura em afeto, arte e memória. 
Sinopse: Diante das implicações da época do antropoceno, a autora busca inspiração na poesia do poeta pantaneiro Manoel de Barros para lembrar que o ser humano tem sua existência enredada à teia da natureza. Pintando e bordando, ela chama atenção para o necessário reconhecimento de que só é verdadeiramente humano quem é capaz de dizer: “Perdoai, mas eu preciso ser Outros”.|Tânia Lima|Gênero: Infanto-juvenil|Editora: Caravana| Pág. 32|
 
3º Lugar: Ainda estou aqui


Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva foi uma leitura muito significativa por ter sido realizada junto ao Clube Passaporte para a Leitura, um espaço de trocas potentes e escutas sensíveis. As discussões sobre a obra foram profundas e enriquecedoras, contando com a presença de diversos palestrantes que ampliaram o olhar sobre a ditadura no Brasil e como foi abordada no livro. Uma leitura necessária, que provoca reflexão, memória e diálogo. 
Sinopse: Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, Marcelo Rubens Paiva traça uma história dramática da luta de sua família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento obscuro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971. |Autor: Marcelo Rubens Paiva| Gênero: Autobiografia| Editora: Alfaguara| Pág. 296|

2º Lugar: Presa fácil


Presa Fácil, de Douglas Ribeiro, foi uma das leituras realizadas no grupo de Um thriller com a Bia, organizado pela Beatriz Andrade. Infelizmente, precisamos encerrar o grupo por falta de tempo para as leituras, mas o período foi marcado por livros excelentes e discussões muito envolventes. Douglas Ribeiro acabou se tornando nosso autor favorito, com histórias de suspense que prendem do início ao fim e realmente tiram o fôlego do leitor. Presa Fácil é daqueles livros que não deixam a gente largar a leitura.  
Sinopse: Clara é uma Delegada de Homicídios que estuda casos antigos não solucionados. Um dos mais intrigantes é o do Assassino do trevo de quatro folhas, um serial killer que fez sete vítimas no passado, e sua identidade jamais foi descoberta pela polícia. Há uma lenda urbana de que, para cada morte, o assassino plantava uma muda de trevos em um parque da cidade. As sete plantas estão lá por todos esses anos. Um dia, ao passar pelo parque, Clara faz uma descoberta: existem oito trevos no local, e um deles foi plantado há pouco tempo. Terá o assassino do trevo de quatro folhas voltado? |Autor: Douglas Ribeiro |Gênero: Investigação policial |Editora: Independente| Pág. 288|

 

1º Lugar: O retrato de Dorian Gray


O primeiro lugar da lista, não poderia ser outro livro: O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Essa leitura foi realizada junto com os participantes do Clube Hemingway e, sem dúvidas, foi o melhor livro que li neste ano. A edição da Biblioteca Azul tornou a experiência ainda mais especial, por se tratar da versão idealizada pelo próprio autor, sem cortes ou supressões de palavras. Uma obra intensa, provocadora e profundamente estética, cuja essência permanece insuperável. Na minha opinião, nenhuma adaptação cinematográfica conseguiu ser tão fiel à complexidade, à beleza e à crítica presentes no texto original.

Sinopse: EDIÇÃO ANOTADA E NÃO CENSURADA. Quando 'O Retrato de Dorian Gray' foi publicado pela primeira vez em forma de livro, em 1891, era uma versão substancialmente alterada do romance original de Oscar Wilde. Considerado muito ousado para sua época, já tinha sido editado quando publicado em série na revista literária Lippincotts, em 1890, e depois ainda foi alterado pelo próprio Wilde, que, em resposta às duras críticas, fez sua própria edição para a publicação em livro. Assim, a versão original, tirada do manuscrito de Wilde, nunca havia vindo a público. O retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía ''uma certa tendência'' - no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor. Mais de cem anos depois, porém, o único romance de Oscar Wilde continua sendo lido e debatido no mundo inteiro, e por questões que vão muito além do moralismo do fim do período vitoriano na Inglaterra, definida por um dos personagens do livro como ''a terra natal da hipocrisia''. Seu tema central - um personagem que leva uma vida dupla, mantendo uma aparência de virtude enquanto se entrega ao hedonismo mais extremado - tem apelo atemporal e universal, e sua trama se vale de alguns dos traços que notabilizaram a melhor literatura de sua época, como a presença de elementos fantásticos e de grandes reflexões filosóficas, além do senso de humor sagaz e do sarcasmo implacável característicos de Wilde. |Autor: Oscar Wilde |Gênero: Mistério |Editora: Biblioteca Azul| Pág. 354|
Que em 2026 a leitura siga sendo esse espaço de afeto, questionamento e resistência. 💛 
 Vamos conversar nos comentários, aceito dicas de livros, filmes e séries❤
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Olá, meus amores! Como vocês estão? 💜
Espero que todos estejam bem e já começando a montar a lista de leituras para 2026.
Estou retornando às atividades neste cantinho que é tão especial para mim, e não poderia fazer isso de outra forma senão com um convite especial: a Leitura Coletiva do livro O Céu para os Bastardos, de Lilia Guerra.  

A leitura coletiva está sendo organizada pela equipe do Clube Passaporte para a Leitura e está vinculada ao Projeto de Extensão Unemat: Nas Margens do Rio Vermelho, ligado ao Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão (NUEPE), reafirmando o compromisso da universidade com a democratização da leitura e o fortalecimento das vozes que emergem das margens.

Sinopse: Em O Céu para os Bastardos, Lilia Guerra constrói uma narrativa intensa, que mergulha em experiências de mulheres situadas à margem, explorando temas como violência, desigualdade, pertencimento, desejo e sobrevivência. A autora tece histórias que revelam as contradições do cotidiano, dando centralidade a personagens que carregam marcas profundas da exclusão social, mas também da resistência. Com uma escrita sensível e ao mesmo tempo contundente, o romance provoca o leitor a encarar realidades muitas vezes silenciadas, questionando normas sociais, relações de poder e os limites entre culpa, afeto e redenção. É uma obra que incomoda, emociona e convida à reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo.
Com uma escrita sensível e ao mesmo tempo contundente, o romance provoca o leitor a encarar realidades muitas vezes silenciadas, questionando normas sociais, relações de poder e os limites entre culpa, afeto e redenção. É uma obra que incomoda, emociona e convida à reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo.

Os encontros para reflexão e discussão do livro, acontecerão semanalmente, às quartas-feiras, das 18h30 às 20h30 (horário de Mato Grosso), de forma totalmente on-line, por meio da plataforma Google Meet. A mediação será realizada pelas organizadores Jane Vidovix e Viviane Almeida,  que apresentarão sugestões de leituras complementares, comentários e apontamentos sobre as questões despertadas durante os encontros virtuais.

💬 Informações Adicionais
📅 Período da leitura: de 07 a 28 de janeiro
📖 Sem certificação Leitura individual dos capítulos                 
🗣Encontros para conversa pelo Google meet, troca de impressões e escuta coletiva
🤝 Espaço aberto, acolhedor e sem necessidade de conhecimento prévio 
📅 As inscrições já estão abertas e vão até o dia 06 de janeiro ACESSE AQUI!

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Olá meus pessoal, tudo bem?
Quero conversar com vocês, sobre a minha terceira leitura de 2021 um dos melhores  thrillers nacionais que li nos últimos anos e meu primeiro contato com a escrita da autora Cláudia Lemes. Foi publicado de maneira independente e está disponível para empréstimo no #kindleunlimited.

A protagonista é Barbara Castelo, policial, filha de um policial americano e mãe brasileira. Depois do falecimento da sua mãe decide pedir transferência para Barrow no Alaska (EUA), uma cidade pequena que passa alguns meses em total escuridão, se tornando um lugar hostil e solitário.
Assassinatos bizarros abalam a cidade de Barrow, Alasca, durante o período de dois meses de noite polar. A detetive brasileira Barbara Castelo desconfia que seu primeiro caso de homicídio tem ligações com ocultismo, e precisa superar suas diferenças com o parceiro, Bruce Darnell, além de sua fobia do escuro, para encontrar o serial killer antes que ele consiga completar sua missão macabra. 
|Gênero: Romance policial| Ano:2018 |Páginas:275 |Editora: Independente |Kindle Unlimited| Nota:★★

  

Resumo

A trama é narrada em terceira pessoa e acompanhamos as investigações realizadas pela Detetive brasileira Bárbara Castelo e o seu problemático parceiro Bruce Darnell. Há poucos dias foi encontrado carbonizado o corpo de uma menina de 09 anos com várias velas pretas ao seu redor e símbolos ritualísticos. Os moradores estão apavorados com essa situação e cobram providências dos policias e maneira nada amigável. 

Depois que alguns dias investigando, Barbara tem certeza que estão procurando pelo Executor, um serial killer responsável por vários assassinatos em Nova York e com ocultismo, mas, precisa provar sua teoria e conquistar o respeito dos seus colegas de trabalho. O Executor é assassino missionário que deseja mostrar algo a humanidade, é um satanista extremo que me fez acreditar realmente na sua missão, não deixando que laços românticos o impeçam de realizá-la. Descobrimos também segredo vergonhosos sobre a família da Babar, Bruce e os outros policiais, as famílias relacionadas às vítimas do serial killer, etc.

Minha Opinião


Sem dúvidas esse é o melhor livro nacional de investigação que li nos últimos anos. A escrita da Cláudia é muito fluída e me fez imaginar várias partes da história, a narração é empolgante e personagens são bem desenvolvidos, cheguei a acreditar que o Executor conseguiria cumprir sua missão.

A melhor parte foi o desenvolvimento da investigação, que mostrou através dos detalhes toda a pesquisa intensa realizada pela autora. Os personagens foram dominados pela natureza humana e interesseira, os erros policias beneficiaram o assassino e a busca pela verdade nem sempre acontece da maneira que esperamos e principalmente, descobrimos que: “O diabo está nos detalhes.”

Recomendo muito a leitura do livro e aceito indicações de outras obras nacionais. E vocês gostam de romance policial? Beijos e abraços💜



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Olá pessoal, tudo bem ? 
Nós leitores temos várias maneiras literárias néh? Algumas são mais excentricas do que as outras, mas, todas nos ajudam de alguma maneira a continuar mais apaixonados e conectados com os livros. 

1 - Leio ouvindo música: Ano passado assinei o pacote de membros da Pam Gonçalves e comecei a ler com os sprints antigos e novos dela, percebi que a minha relação com a leitura melhorou muito, ficava mais concentrada na história e agora, estou viciada em ler ouvindo lo-fi ou música clássica.

2 - Risco os livros que leio: Eu não tenho problemas em marcar/riscar os livros que leio (desde que sejam os meus) faço anotações ao lado da página, comento as minhas passagens favoritas e marco aquelas frases importantes para mim. Faço isso em todos os livros que tenho certeza que não serão lidos pelo meu esposo, como temos gosto literários diferentes fica fácil separar. 

3 - Leio vários livros por vez: Eu tenho o hábito de ler vários livros por vez, não tenho critérios na hora de escolher as leituras, mas, não gosto de ler gênero repetidos (ex: dois livros de fantasia) para não confundir as histórias.

4 - Eu tive preconceito com livros digitais: Durante muito tempo tive preconceito com a leitura de livros digitais, mesmo sabendo que são mais acessíveis! Eu achava que nunca conseguiria me adaptar a leitura de e-books, mas, hoje tenho uma aparelho kindle e a maior parte dos livros que leio são digitais...kk

5 - Tenho várias Wishlist: Eu tenho mania de anotar todas as indicações de livros que recebo para "olhar depois", só que esse depois demora muito e as minhas listas de desejados estão quilometricas. Costumo salvar as listas de desejados do meus amigos e os livros indicados por blogueiros que eu gosto, por isso, na hora de escolher a próxima compra demora horas...kk.

6 - Participo de Grupos de Leituras: Eu amo grupos de leituras, seja no instagram ou no whatss, sempre estou participando de alguma leitura conjunta. Acontece que na maioria desses grupos eu participo apenas das conversas literárias e não das leituras conjuntas, são poucos grupos que eu me interesso pelos livros escolhidos.

7 - Leitora de fases: Eu tenho fases literárias bem definidas...kakaka! As vezes estou muito leitora e outras vezes estou no mod "Odeio Ler". Sempre começo o ano muito animada com as leituras, entre janeiro e abril consigo manter um ritmo de quatro a cinco livros por mês. Em maio começam as preparações para festas na escola e o meu ritmo cai bastante e só consigo voltar a ler com tranquilidade de setembro para frente.

8 - Não cumpro TBR literárias: Sabe aquelas listas de leituras do mês? Não faço mais, porque não consigo cumpri-las, sempre que coloco um livro na lista de leituras, parece que a minha vontade de lê-lo acaba completamente.

9 - Eu releio meus livros favoritos: É comum ver no instagram leitores dizendo que não fazem releituras de livros, se sentem desconfortaveis relendo um livro com vários outros esperando na estante para serem lidos. Eu não tenho esse problema, pelo menos uma vez por ano releio uma história que marcou a minha vida como leitora, as vezes, acabo não gostando tanto do livro como na primeira vez e tudo bem! Os livros tem momentos certo para serem lidos e impactam nossas vidas de maneiras diferentes.

10 - Faço cursos sobre literatura: Eu não sou formada em letras ou áres afins, escrevo nesse blog as minhas opiniões literárias, baseadas na minha vivência como leitora e na minha experiência com a história. Por isso, decidi fazer uns cursinhos literários para aprender um pouco sobre os gêneros, personagens, narrativas e outras diferenças que existem nas histórias, não tenho vontade de tornar a literatura minha profissão, mas, quero aprender tudo que puder sobre ela.

Por hoje é só pessoal! Quero muito saber quais são as manias literárias de vocês. Vamos conversar nos comentários. Beijos e abraços💜

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